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  • Ar Condicionado Multi Split: Realmente Vale a Pena?

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    Ar Condicionado Multi Split: Realmente Vale a Pena?

    Se você já pensou em climatizar mais de um ambiente, provavelmente esbarrou em um problema: onde colocar tantas unidades externas?

    Em apartamento, então, a situação é ainda mais complicada. Varanda técnica pequena, regras de fachada, estética… e de repente aquela ideia de conforto vira um quebra-cabeça. É exatamente nesse cenário que o sistema Multi Split começa a fazer sentido.

    Mas calma. Ele não é “melhor” em todos os casos. E é aqui que quase ninguém explica direito.

    Afinal, o que é um multi split?

    De forma simples: é um sistema que permite conectar várias unidades internas a uma única unidade externa.

    No Split convencional, cada ambiente precisa da sua própria condensadora.No Multi Split, uma única condensadora alimenta dois, três ou mais cômodos.

    Parece perfeito, não é?

    Na prática, funciona muito bem — quando o projeto é bem dimensionado.

    Quando o multi-split é uma boa opção?

    Normalmente recomendamos multi split quando:

    • O espaço externo é limitado

    • A fachada precisa ficar limpa

    • O cliente quer controle individual por ambiente

    • Há preocupação estética no projeto

    • Eficiência energética é fundamental

    Já vi casos em que quatro condensadoras estavam disputando espaço em uma varanda de 4 m². Resultado? Superaquecimento e perda de eficiência.

    Nesses casos, o Multi Split resolve dois problemas ao mesmo tempo: organização e desempenho.

    As principais vantagens do ar-condicionado multi split

    Economia de espaço

    Menos condensadoras, menos interferência visual e melhor circulação de ar externo.

    Controle independente

    Cada ambiente funciona de forma autônoma. Você pode deixar o quarto a 23 °C e a sala a 25 °C sem conflito.

    Cuidado ao dimensionar

    Mas existe um ponto que quase ninguém comenta…

    O Multi Split exige cálculo cuidadoso de carga térmica.E não, não é simplesmente somar os BTUs de cada ambiente e escolher uma condensadora equivalente.

    Na prática, é preciso considerar se todos os cômodos vão funcionar ao mesmo tempo, a incidência de sol em cada ambiente, a distância entre as unidades e até o padrão de uso da casa.

    Dois quartos com o mesmo tamanho, por exemplo, podem ter necessidades completamente diferentes dependendo da posição solar ou do tipo de janela.

    Quando esse cuidado não é tomado, o sistema até funciona — mas pode perder eficiência, consumir mais energia ou não entregar o conforto esperado.

    Por isso, o Multi Split funciona muito bem… desde que seja tratado como projeto técnico, e não apenas como soma de etiquetas.

    E quanto aos modelos internos?

    Aqui está uma das maiores vantagens do sistema: você pode misturar tipos diferentes.

    Hi-Wall

    O modelo tradicional, instalado na parte superior da parede.Funciona muito bem em quartos e salas sem forro de gesso.

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    Figura 1 – Multi Split Hi-Wall – Daikin (Tri split – Multi Split para 3 Ambientes)

    Cassete

    Instalado no teto, quase desaparece no ambiente.A versão 4 vias distribui o ar de forma mais uniforme — excelente para salas maiores.

    Dutado (Built-in)

    Fica completamente escondido no forro.É a escolha preferida em projetos de alto padrão, principalmente quando a estética é prioridade absoluta.

    Tecnologia ajuda, mas não resolve tudo

    Os condicionadores de ar Multi Split oferecem recursos interessantes:

    • Tecnologia Inverter

    • Gás R32

    • Operação silenciosa

    • Conectividade Wi-fi

    Tudo isso realmente faz diferença no conforto e na eficiência.

    Mas existe uma verdade que pouca gente gosta de ouvir: tecnologia nenhuma compensa um projeto mal dimensionado ou uma instalação mal executada.

    Se a capacidade estiver errada, se a tubulação não for bem planejada ou se a instalação não seguir critérios técnicos, o sistema até liga — mas não entrega o desempenho que promete. E é aí que começam os ruídos, o consumo elevado de energia e as revisões inesperadas.

    No fim das contas, o que parecia economia na escolha do instalador acaba saindo mais caro.

    Por isso, mais importante do que escolher a marca é escolher quem vai projetar e instalar. Procure empresas com profissionais qualificados, ferramentas adequadas e método técnico claro. Isso garante que a eficiência do seu ar-condicionado não “vá pelos ares” depois da instalação.

    Então… vale a pena?

    Vale.Mas não porque é “moderno”.

    Vale quando:

    • O espaço externo é limitado

    • O projeto exige estética

    • O uso dos ambientes é bem definido

    • O dimensionamento foi feito corretamente

    Se for apenas para “reduzir máquinas”, às vezes um sistema convencional pode ser uma melhor escolha.

    Antes de decidir, recomendo uma coisa

    A maioria das pessoas escolhe ar-condicionado olhando apenas para BTU e preço. Isso quase sempre gera arrependimento.

    Se você quer evitar erro de potência, consumo alto de energia ou instalação inadequada, preparamos um material gratuito explicando os pontos essenciais antes da compra.

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    Ele foi feito justamente para ajudar você a tomar uma decisão técnica — sem depender apenas da opinião do vendedor.

    Conclusão

    O sistema Multi Split une a potência necessária para climatizar grandes residências com a discrição que os projetos modernos exigem. Com capacidades que podem chegar a 72.000 Btu/h e diversas combinações de evaporadoras, existe sempre uma configuração perfeita para o seu estilo de vida. Quer saber qual a melhor combinação para a sua casa? Entre em contato conosco e faça um orçamento!

    Autores

    Eng. Daniel Cabral

    Graduado em Engenharia Mecânica e Mestre em Engenharia e Ciência de Materiais na UFCE, Pós-graduado em Engenharia de Climatização e com MBA em Gerenciamento de Projetos. Concluiu o curso Avançado de Extensão em Engenharia do Ar Condicionado do SINDRATAR-RJ.

    Eng. Cláudio Alcântara

    Graduado em Engenharia Mecânica na UFCE, Concluiu os cursos de Extensão em Engenharia do Ar Condicionado do SINDRATAR-RJ e o Curso de Aperfeiçoamento em Ar Condicionado e Ventilação Mecânica do INBEC.

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    Figura 2 – Multi Split Cassete – Daikin (Bi split – Multi Split para 2 Ambientes)

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    Figura 3 – Multi Split Dutado – Daikin (Bi split – Multi Split para 2 Ambientes)

  • “BTUs”/m²: o atalho perigoso que ainda engana profissionais e consumidores

    cálculo de carga térmica de ar condicionado

    “BTUs”/m²: o atalho perigoso que ainda engana profissionais e consumidores

    Introdução — Um alerta necessário

    Em climatização, poucos mitos são tão difundidos, persistentes — e perigosos — quanto a velha “conta do BTUs por metro quadrado”. Multiplicar a área por 600 ou 800 “BTUs” é rápido, fácil de vender… e muitas vezes errado.

    Mais grave ainda: ver profissionais — e até, pasmem, grandes empresas e fabricantes — que deveriam zelar pela técnica espalhando essa “receita” como se fosse um cálculo sério.

    Por que esse método é tão popular?

    A resposta é simples: conveniência ou… tirem as suas conclusões. Para quem não domina cálculo de carga térmica, utilizar essa “fórmula mágica” vira um atalho para fechar negócios rápidos. O cliente leigo não percebe o risco — até a conta de luz chegar ou o conforto ficar longe do prometido.

    Além disso, num cenário em que uma minoria barulhenta ocupa espaço na internet espalhando conteúdo de qualidade duvidosa — em busca de likes fáceis e de uma “autoridade” medida por número de seguidores, não por um currículo sólido formado no banco das boas escolas de engenharia e na prática profissional —, fica fácil entender por que tanta desinformação ainda circula. Disseminar esse tipo de “conhecimento” acaba sendo conveniente para os “especialistas” ou “autoridades” com certificado do Instagram ou TikTok. São eles que oferecem atalhos para resolver problemas que, na realidade, exigem estudo, cálculo e critério técnico.

    Mas por que essa “conta” é tão falha?

    Cada ambiente tem dezenas de variáveis que interferem diretamente na carga térmica:

    • Clima local e orientação solar

    • Tipos de janelas e sombreamento

    • Materiais de paredes, piso e teto

    • Ocupação e padrão de uso

    • Infiltração e ventilação

    • Fontes internas de calor (iluminação, equipamentos, pessoas)

    Ignorar tudo isso é como orçar a construção de uma casa apenas na área da edificação. Assim como um arquiteto ou engenheiro civil precisa de informações detalhadas para estimar corretamente o custo de uma obra, um engenheiro mecânico especialista em climatização também depende de uma série de dados para calcular, com precisão adequada, o condicionamento de ar ideal para cada ambiente.

    Em outras palavras: sem as informações necessárias (e o bom entendedor já percebeu que isso vai muito além da área do ambiente), qualquer número não passa de um chute — e quem paga a conta é o cliente.

    Os custos invisíveis do “atalho”

    A famosa conta do “BTUs”/m² é traiçoeira porque o prejuízo raramente aparece de uma vez. Ele vem em parcelas — geralmente mensais:

    • Um ar-condicionado subdimensionado trabalha ininterruptamente, consome mais energia e tem vida útil reduzida. Além disso, corrigir um projeto mal dimensionado pode sair caríssimo: imagine ter que substituir o equipamento depois de paredes pintadas e forros prontos.

    • Por outro lado, um sistema superdimensionado custa mais caro na compra, na instalação e durante toda a sua vida útil, desperdiçando energia e podendo até comprometer o conforto, dependendo da tecnologia adotada.

    Iniciei minha carreira em uma empresa de manutenção, prestando assistência técnica autorizada para diversos fabricantes — entre eles, duas marcas que muitos consideram o que existe de melhor em condicionadores de ar tipo split. Nesse período, não foram raras as situações em que éramos chamados para resolver problemas que não estavam nos equipamentos, mas sim na má seleção do modelo para o ambiente, justamente por erro no cálculo da carga térmica. E o vendedor / instalador? Na maioria das vezes, já tinha desaparecido do mapa.

    A solução quase sempre era cara — e, muitas vezes, incluía substituir um equipamento praticamente novo, mas incapaz de climatizar adequadamente o ambiente em que foi instalado.

    No final, quem paga essa conta é sempre o cliente. E ao “profissional responsável” pela proeza, resta trocar de número de telefone para não ter que atender aquele cliente “chato” que insiste em reclamar. Aliás, esse mesmo “especialista” é o que costuma bradar aos quatro ventos (e talvez venha até comentar aqui) dizendo que faz assim há “X anos” — e que nunca deu errado.

    Uma chamada à reflexão para os “profissionais que gostam de atalhos”

    Quem trabalha sério com climatização sabe: projetar não é frescura, é obrigação técnica. A ABNT NBR 16401 é clara — o cálculo de carga térmica deve utilizar metodologia reconhecida, considerando as variáveis reais de cada ambiente. A norma determina que os cálculos sejam os mais exatos possível, considerando diferentes horas do dia e utilizando métodos robustos, como TFM (Transfer Function Method) ou RTS (Radiant Time Series). Para sistemas de zona única ou poucas zonas, admite-se o uso do método ASHRAE CLTD/CLF (Cooling Load Temperature Difference / Cooling Load Factor).

    Moral da história: todos os fatores devem ser considerados: clima local, orientação solar, materiais, inércia térmica, ocupação, iluminação, equipamentos… Não existe engenharia baseada em “chute de tabela”. O que existe é estudo, simulação, software e análise de contexto.

    Ensinar “fórmula mágica” para parecer especialista é, no mínimo, irresponsável. E quem paga o preço são famílias, empresas — e até sistemas críticos, como data centers (outro dia mesmo vi aqui no LinkedIn essa pérola: carga térmica de data center calculada por “BTUs”/m²… felizmente não era um centro cirúrgico).

    Profissional de verdade não adota atalho — adota método.

    Reflexão: quem você quer ser?

    Se você é técnico, engenheiro ou arquiteto, faça um favor ao seu cliente (e à sua carreira): abandone o atalho. Se ainda não sabe, aprenda a calcular de verdade. Investir em conhecimento não é custo — é proteção contra erros caros. Se você é cliente, questione. Exija projeto. Desconfie de orçamentos feitos em segundos. O barato sai caro quando o assunto é climatização.

    Resumo da história

    Projetar custa menos de 10% do sistema, mas evita 90% dos problemas. Seguir “receitas mágicas” custa pouco no começo, mas muito caro depois. A escolha é sua: andar às cegas ou confiar em engenharia de verdade.

    E você? Já presenciou ou corrigiu problemas gerados por esse atalho? Comente aqui — vamos trocar experiências e fortalecer a engenharia de verdade.

    Autor

    Eng. Daniel Cabral

    Graduado em Engenharia Mecânica e Mestre em Engenharia e Ciência de Materiais na UFC, Pós-graduado em Engenharia de Climatização e com MBA em Gerenciamento de Projetos. Concluiu o curso Avançado de Extensão em Engenharia do Ar Condicionado do SINDRATAR-RJ.

  • Como as Cores Influenciam o Conforto Térmico e a Eficiência Energética dos Edifícios

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    A Importância das Cores no Conforto Térmico

    As cores das superfícies externas podem afetar diretamente a temperatura interna de um edifício. Cores escuras, como preto e cinza, tendem a absorver uma maior quantidade de radiação solar, o que aumenta o calor acumulado e, consequentemente, a necessidade de sistemas de climatização. Em contraste, cores claras refletem mais luz solar, reduzindo a quantidade de calor absorvido pelo prédio e mantendo-o mais fresco naturalmente.

    Essa diferença é essencial em regiões com clima quente, onde a redução da carga térmica pode diminuir significativamente o consumo de energia utilizado para refrigeração. A aplicação de cores claras em telhados e fachadas não só melhora o conforto térmico, mas também reduz a dependência de sistemas de ar condicionado, resultando em economia de energia e custos operacionais.

    O Impacto da Escolha das Cores

    Superfícies com cores claras, e consequentemente menor absortância (que absorvem menos calor) ajudam a manter o edifício mais fresco, reduzindo a quantidade de calor que ele recebe do sol. Além disso, ao aumentar a emissividade, ou seja, a capacidade de uma superfície de liberar calor, também é possível melhorar a dissipação de calor acumulado, o que contribui para um ambiente interno mais confortável.

    A tese de doutorado de Kelen Almeida Dornelles, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), destaca a eficácia dessa estratégia. Seu estudo apontou que cores escuras, como preto e cinza, absorvem até 98% e 90% da radiação solar, respectivamente, enquanto cores claras, como branco, amarelo-claro e pérola, têm absorção muito inferior, variando entre 20% e 30%. Esse resultado demonstra como a escolha de cores claras para fachadas e telhados pode reduzir o ganho de calor e, consequentemente, minimizar a necessidade de refrigeração artificial​.

    Tecnologias Modernas: Tintas Frias (Cool Paints)

    Além da escolha das cores tradicionais, outra solução eficiente são as tintas fria, também conhecidas como tintas refletivas ou cool paints. Essas tintas possuem pigmentos especiais que aumentam a capacidade de refletir a radiação solar, inclusive na faixa do infravermelho, sem interferir significativamente na estética do edifício.

    Em um estudo realizado por Leal et al. (2014) da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, mostrou que o que o uso de tintas frias praticamente eliminou a necessidade de refrigeração anual, nas condições do estudo realizado.

    Os resultados de um estudo feito por Synnefa et al. (2007), mostraram que o aumento da refletância solar do telhado reduziu as cargas de resfriamento entre 18% e 93%, e a demanda de pico de resfriamento em edifícios com ar-condicionado entre 11% e 27%. As condições de conforto térmico interno também melhoraram, com a diminuição das horas de desconforto variando de 9% a 100%, e a redução das temperaturas máximas em edifícios residenciais sem ar-condicionado entre 1,2°C e 3,3°C. Essas reduções foram mais significativas em edificações com pouco ou nenhum isolamento térmico. Nos locais estudados, a redução da carga de resfriamento variou de 9 a 48 kWh/m² por ano. Esses resultados demonstram que a aplicação de revestimentos refletivos em telhados é uma técnica eficaz, de baixo custo e fácil de usar, contribuindo tanto para a eficiência energética quanto para o conforto térmico dos edifícios.

    Conclusão

    A escolha das cores externas de um edifício é uma estratégia passiva poderosa para melhorar o conforto térmico e a eficiência energética. Optar por tons claros ou revestimentos especiais, como cool paints, pode reduzir significativamente a absorção de calor, otimizando o consumo de energia e promovendo ambientes internos mais confortáveis sem aumentar significativamente os custos operacionais, ao mesmo tempo, promovendo sustentabilidade e economia.

    Estudos comprovam que estratégias como essas não só proporcionam maior conforto térmico, mas também geram impactos positivos no consumo de energia, ajudando a criar ambientes mais eficientes e sustentáveis, com base em uma simples, porém eficaz, escolha de cores​.

    Referências Bibliográficas

    DIAS, Diana; MACHADO, João; LEAL, Vítor; MENDES, Adélio. Impact of using cool paints on energy demand and thermal comfort of a residential building. Applied Thermal Engineering, v. 65, n. 1-2, p. 273-281, 2014. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.applthermaleng.2013.12.056. Acesso em: 10 out. 2024.

    DORNELLES, Kelen Almeida. Absortância solar de superfícies opacas: métodos de determinação e base de dados para tintas látex acrílica e PVA. 2008. 160p. Tese (Doutorado em Engenharia Civil) – Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo, Campinas, 2008. Orientador: Mauricio Roriz. Disponível em: https://oasisbr.ibict.br/vufind/Record/UNICAMP-30_6a1cd75a82ab14a0f0f1f4fda2903a6e/Details. Acesso em: 10 out. 2024.

    SYNNEFA, A.; SANTAMOURIS, M.; AKBARI, H. Estimating the effect of using cool coatings on energy loads and thermal comfort in residential buildings in various climatic conditions. Energy and Buildings, v. 39, n. 11, p. 1167-1174, 2007. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0378778807000126?via%3Dihub Acesso em: 10 de outubro de 2024.

  • Como a Qualidade do Ar Interno (QAI) Pode Afetar a Produtividade dos Funcionários de Escritório

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    Como a Qualidade do Ar Interno (QAI) Pode Afetar a Produtividade dos Funcionários de Escritório

    A qualidade do ar interno ou qualidade do ar interior (QAI) tornou-se uma preocupação cada vez mais relevante para empregadores e gerentes de instalações. Uma QAI inadequada pode impactar negativamente a saúde e a produtividade dos funcionários, embora o problema muitas vezes passe despercebido ou seja negligenciado, já que os poluentes internos são invisíveis a olho nu. Estudos recentes destacam a importância de manter uma qualidade do ar ideal em ambientes de escritório para proteger tanto o desempenho quanto o bem-estar dos funcionários.

    Impacto na Função Cognitiva e Produtividade

    Pesquisas da Universidade de Harvard demonstraram uma correlação direta entre a qualidade do ar interior e a função cognitiva dos funcionários de escritório. O estudo, realizado ao longo de um ano, incluiu participantes de escritórios em seis países que trabalhavam em áreas como engenharia, investimento imobiliário, arquitetura e tecnologia. Ele descobriu que níveis aumentados de material particulado fino (PM 2,5) e taxas de ventilação reduzidas estavam correlacionados com um processamento cognitivo mais lento, menor precisão nas tarefas e produtividade reduzida. À medida que os níveis de poluentes, como PM 2,5 e CO2, aumentavam, os funcionários demoravam mais para concluir tarefas e cometiam mais erros em testes cognitivos. “Este estudo sugere que a má qualidade do ar interno afeta a saúde e a produtividade de maneira muito mais significativa do que se entendia anteriormente”, afirmou Jose Guillermo Cedeño Laurent, pesquisador do Departamento de Saúde Ambiental e autor principal do estudo.

    Essas evidências estão alinhadas com as crescentes preocupações sobre o impacto da poluição do ar na função cerebral. O material particulado, como o PM 2,5, é pequeno o suficiente para penetrar em espaços internos e, em níveis elevados, pode prejudicar o desempenho cognitivo, mesmo em adultos jovens e saudáveis. Como nos dias atuais passamos aproximadamente 90% do nosso tempo em ambientes fechados, a qualidade do ar interno torna-se um fator crítico para a manutenção da saúde cognitiva.

    Síndrome do Edifício Doente e Riscos à Saúde

    Uma qualidade do ar interior inadequada também leva a uma condição conhecida como Síndrome do Edifício Doente, na qual indivíduos experimentam sintomas como dores de cabeça, tontura e desconforto respiratório enquanto estão dentro de um prédio. Esses sintomas geralmente desaparecem quando a pessoa sai do ambiente, indicando o papel da qualidade do ar interno em seu surgimento. Além desses efeitos imediatos, a exposição prolongada a poluentes, como compostos orgânicos voláteis (VOCs), ozônio e materiais biológicos, como bactérias e vírus, pode levar a problemas de saúde crônicos, incluindo doenças respiratórias, condições cardiovasculares e até câncer.

    Os artigos “The Sick Building Syndrome” e “Indoor Air Quality and Sick Building Syndrome Symptoms in Administrative Offices at a Public University”, da NIH (Biblioteca Nacional de Medicina dos EUA), corroboram essas descobertas, indicando que uma má qualidade do ar interno pode desencadear doenças que resultam em produtividade reduzida e aumento do absenteísmo. Funcionários que experimentam sintomas relacionados à síndrome do edifício doente são mais propensos a tirar dias de licença, mesmo que seus problemas de saúde sejam diretamente relacionados ao ambiente de trabalho e não a uma doença externa.

    De acordo com a NBR 17037:2023, que define os padrões de referência para a “qualidade do ar interior em ambientes não residenciais climatizados artificialmente”, a qualidade do ar aceitável é aquela em que o ar interno está livre de contaminantes em concentrações que não ofereçam riscos à saúde dos ocupantes, ou que assegurem que pelo menos 80% dos ocupantes não apresentem queixas ou sintomas de desconforto.

    Fatores Ambientais que Contribuem para a Má Qualidade do Ar Interno

    As fontes de má qualidade do ar interno em ambientes de escritório são diversas. Ventilação inadequada, altos níveis de umidade e a presença de poluentes particulados, como poeira, pólen e agentes microbiológicos, todos contribuem para a degradação da qualidade do ar. Atividades humanas, como o uso de desodorantes ou perfumes, também contribuem para a disseminação de compostos orgânicos voláteis (VOCs) dentro de ambientes fechados. Além disso, a filtração inadequada do ar externo que entra no prédio pode agravar o problema ao permitir que poluentes prejudiciais infiltrarem-se nos ambientes internos.

    Melhorando a Qualidade do Ar Interior para Aumentar a Produtividade dos Funcionários

    Para mitigar o impacto de uma baixa qualidade do ar interno na produtividade e saúde dos funcionários, os empregadores podem implementar várias estratégias. De acordo com a Daikin (2023), manter um sistema de HVAC bem funcional é crucial. A manutenção adequada do condicionador de ar, incluindo trocas regulares de filtros e inspeções periódicas, pode reduzir a presença de poluentes particulados, gasosos e biológicos no ar. Filtros, especialmente os de alta eficiência (HEPA), são eficazes na captura de partículas transportadas pelo ar, incluindo bactérias e vírus. Adicionalmente, a renovação de ar por meio de uma ventilação adequada é essencial para assegurar uma qualidade do ar interno (QAI) satisfatória, pois promove a diluição constante de contaminantes mediante a entrada de ar fresco e filtrado, diminuindo significativamente a concentração de poluentes no ambiente.

    Além disso, os empregadores podem monitorar a qualidade do ar interno usando sistemas automatizados, que rastreiam de forma automática os níveis de poluentes e fornecem dados em tempo real. Essa tecnologia permite intervenções imediatas quando as concentrações de poluentes excedem os limites seguros, garantindo que a qualidade do ar interno seja mantida consistentemente.

    A Importância do Controle da Umidade Interna

    Outra medida importante é controlar os níveis de umidade interna. A NBR 17037:2023 recomenda uma umidade relativa do ar entre 35% e 65% para garantir conforto e saúde em ambientes fechados.

    Ambientes com alta umidade relativa do ar, além de causar grande desconforto térmico, são mais propícios ao desenvolvimento de fungos e ácaros e, em algumas condições específicas, à proliferação de bactérias. Esses microrganismos podem ser prejudiciais à saúde humana, desencadeando alergias, irritações respiratórias e, em casos mais graves, contribuindo para o desenvolvimento de doenças respiratórias.

    Por outro lado, a baixa umidade relativa do ar (abaixo de 30%) pode ressecar as mucosas das vias respiratórias, aumentando o risco de infecções e causando irritação nos olhos, pele e garganta.

    Diante disso, fica claro que manter a umidade e a qualidade do ar dentro dos níveis recomendados é fundamental para garantir o conforto térmico e o bem-estar em ambientes fechados. Isso é especialmente importante em locais de trabalho, onde a qualidade do ar adequada contribui para o aumento da produtividade, ao mesmo tempo em que minimiza a fadiga e o desconforto físico.

    Por essa razão, a preocupação com o controle da umidade e a qualidade do ar interno (QAI) deve ser uma prioridade desde a fase de projeto. Um design adequado do sistema de condicionamento de ar, que integre ventilação eficiente, filtração adequada e controle de umidade, assegura ambientes internos saudáveis e confortáveis, além de facilitar a manutenção dessas condições ao longo do ciclo de vida do edifício. Garantir que o edifício esteja devidamente vedado contra infiltrações complementa essas medidas, promovendo a saúde dos ocupantes e contribuindo para maior produtividade e bem-estar.

    Conclusão

    A qualidade do ar interno desempenha um papel fundamental na saúde, segurança e produtividade dos funcionários de escritório. Uma QAI inadequada pode levar à redução da função cognitiva, aumento do absenteísmo e problemas de saúde a longo prazo. Ao priorizar a manutenção adequada do HVAC, utilizar sensores de qualidade do ar e gerenciar a umidade interna, os empregadores podem criar um ambiente de trabalho mais saudável, que não só protege os funcionários, mas também melhora seu desempenho. À medida que as pesquisas continuam a esclarecer as ligações entre a qualidade do ar e a produtividade dos funcionários, manter uma QAI ideal deve ser uma parte central das estratégias de saúde no local de trabalho daqui para frente.

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    Referências:

    Harvard T.H. Chan School of Public Health, Office air quality may affect employees’ cognition and productivity

    Joshi, S.M. (2008). The Sick Building Syndrome, Indian Journal of Occupational and Environmental Medicine

    Abu Mansor, A., et al. (2023). Indoor air quality and sick building syndrome symptoms in administrative office at public university, BMC Public Health.

    ABNT NBR 17037:2023 – Qualidade do ar interior em ambientes não residenciais climatizados artificialmente – Padrões referenciais

    Daikin Blog, Why better air makes better work and health

    Marsh, J., How poor QAI impacts employee safety and productivity, ISHN.

    Autor:

    Eng. Daniel Cabral

    Graduado em Engenharia Mecânica e Mestre em Engenharia e Ciência de Materiais na UFCE, Pós-graduado em Engenharia de Climatização e com MBA em Gerenciamento de Projetos. Concluiu o curso Avançado de Extensão em Engenharia do Ar Condicionado do SINDRATAR-RJ.

  • Entenda o que mudou na Legislação Brasileira que trata sobre a Qualidade do Ar Interno (QAI)

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    A recente atualização das normas de Qualidade do Ar Interno (QAI) no Brasil trouxe mudanças significativas para os ambientes climatizados artificialmente.

    A Resolução Nº 09/2003 da Anvisa foi revogada (conforme inciso XI do Art. 3º da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 886, de 10/07/2024, também da Anvisa). Assim, a NBR 17037:2023 da ABNT, que trata da qualidade do ar interior em ambientes não residenciais climatizados artificialmente passa a estabelecer os padrões referenciais de qualidade do ar interior nesses ambientes, assim como os valores máximos para contaminações biológicas e químicas e os parâmetros físicos do ar relacionados às fontes contaminantes de naturezas biológica, química e física.

    Para empresas e gestores de instalações, entender e implementar essas novas diretrizes é essencial para assegurar o bem-estar dos ocupantes e a conformidade com as regulamentações legais.

    Principais mudanças:Concentração de Dióxido de Carbono (CO2): O limite máximo de concentração estabelecido pela RE Nº 09/2003 da Anvisa era de 1.000 ppm. Segundo a ABNT NBR 17037, a concentração de CO2 em ambientes climatizados ou ventilados deve ser, no máximo, 700 ppm superior à medida externa.

    Partículas em Suspensão (PM10 e PM2,5): O novo limite aceitável de concentração de PM10 no ar é de 50 μg/m³, e para PM2,5, é de 25 μg/m³.

    Velocidade do Ar: A velocidade do ar foi reduzida de 0,25 m/s para 0,20 m/s.

    Temperatura: Deve estar entre 21ºC e 26ºC.

    Umidade: Deve estar entre 35% e 65%.

    Além disso, as análises de qualidade do ar devem ser realizadas em laboratório com uso comprovado de sistema de gestão da qualidade específico, conforme a ABNT NBR ISO/IEC 17025, e acreditado por órgão oficial.

    Para atender à Norma, é necessário elaborar um programa de gestão da qualidade do ar interno, conforme a ISO 16000-40 ou ABNT NBR ISO 16000-40:2023 Sistema de Gestão da Qualidade do Ar Interno. Esse programa deve incluir inspeção visual do ambiente e do sistema de climatização, relatórios técnicos ou fotográficos, um questionário de satisfação conforme a ABNT NBR 16401-3, e um plano de ação para corrigir não conformidades.

    No que diz respeito ao Plano de Manutenção Operação e Controle (PMOC), a NBR 17037 estabelece que a NBR 13971 (Sistemas de Refrigeração, Condicionamento de Ar, Ventilação e Aquecimento — Manutenção Programada) é a norma de referência para definir as atividades a serem realizadas, sua periodicidade, e as recomendações a serem seguidas em situações de falha de equipamentos e emergências, garantindo a segurança do sistema de climatização e outros aspectos relevantes. Dessa forma, o responsável técnico pelo PMOC passa a ter a responsabilidade de definir a periodicidade das atividades, conforme as particularidades da instalação, podendo, inclusive, rever a periodicidade da limpeza da tomada de ar externo, unidades filtrantes e bandeja de condensado, que a RE Nº 09/2003 da Anvisa definia como de periodicidade mensal.
    Como a Airxpert pode ajudar sua empresa

    Consultoria Técnica: Se você já possui um sistema instalado, nossa equipe de consultores está disponível para realizar auditorias, fornecer suporte técnico e sugerir melhorias para que sua instalação esteja em plena conformidade com as novas normas.

    Conclusão
    A atualização da NBR 17037 representa um avanço significativo na proteção da saúde pública em ambientes climatizados. A Airxpert Ar Condicionado está aqui para assegurar que sua empresa não apenas atenda a essas novas exigências, mas também aproveite as melhores práticas de engenharia de climatização, garantindo ambientes internos mais saudáveis, confortáveis e eficientes.

    Entre em contato conosco hoje mesmo para descobrir como podemos ajudar a transformar seu espaço em um modelo de excelência em qualidade do ar interno.

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    Autores

    Eng. Daniel Cabral

    Graduado em Engenharia Mecânica e Mestre em Engenharia e Ciência de Materiais na UFCE, Pós-graduado em Engenharia de Climatização e com MBA em Gerenciamento de Projetos. Concluiu o curso Avançado de Extensão em Engenharia do Ar Condicionado do SINDRATAR-RJ.

    Eng. Cláudio Alcântara

    Graduado em Engenharia Mecânica na UFCE, Concluiu os cursos de Extensão em Engenharia do Ar Condicionado do SINDRATAR-RJ e o Curso de Aperfeiçoamento em Ar Condicionado e Ventilação Mecânica do INBEC.

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    Site da ABRAVA

    https://abrava.com.br/alteracoes-na-legislacao-brasileira-sobre-qualidade-do-ar-interno-serao-debatidas-em-evento-organizado-pela-abrava-e-entidades-engajadas-no-tema/

    Crea-SC

    https://portal.crea-sc.org.br/nbr-17-037-2023-passa-a-regulamentar-atividades-no-setor-de-qualidade-do-ar-interior-e-pmoc/

    Revista do Frio

    https://blogdofrio.com.br/qualidade-do-ar-interno-tem-novas-regras-no-brasil/

  • Economizando Energia com o Uso Eficiente de Sistemas de Ar Condicionado

    Economizando Energia com o Uso Eficiente de Sistemas de Ar Condicionado

    Identificando Ineficiências nos Sistemas de Ar Condicionado: Um Guia Diagnóstico

    Otimizar a eficiência energética é crucial para um sistema de ar condicionado econômico e sustentável. Este artigo indica alguns sinais que podem mostrar que seu equipamento de ar condicionado está com baixa eficiência, levando ao aumento do consumo de energia.

    Devido aos designs modernos de edifícios e ao aumento das temperaturas globais, o ar condicionado se tornou essencial para manter o conforto térmico, a saúde e a produtividade. À medida que as temperaturas variam com as mudanças de estação, manter o conforto muitas vezes significa usar o ar condicionado com mais frequência e por mais tempo, o que pode impactar significativamente o consumo de energia. Este artigo explora diversas estratégias de economia de energia para usar seu ar condicionado de maneira mais eficiente. Você pode reduzir o consumo de energia adotando estratégias simples e tomando decisões informadas, mantendo seu ambiente confortável.

    Iremos repassar uma série de dicas e técnicas práticas para maximizar a eficiência do ar condicionado, reduzir o desperdício de energia e promover a sustentabilidade.

    Contas de Energia Elevadas

    Um aumento significativo e inexplicável nas suas contas de eletricidade geralmente indica um sistema de ar condicionado ineficiente. Esse aumento pode ser atribuído à carga de trabalho extra no seu equipamento devido a ineficiências operacionais.

    Ciclos Estendidos de Funcionamento

    Ciclos de operação incomumente longos para o seu sistema de ar condicionado sugerem possíveis problemas de eficiência. Problemas comuns incluem:

    • Capacidade Insuficiente do Equipamento: Uma unidade de ar condicionado subdimensionada pode não ter capacidade para resfriar adequadamente todo o espaço.

    • Falta de Manutenção Regular ou Manutenção Deficiente: Trocadores de calor e filtros sujos reduzem a capacidade de transferência de calor do equipamento. Esse problema impacta o desempenho, fazendo com que os sistemas operem abaixo dos níveis ótimos.

    • Níveis Baixos de Refrigerante: Vazamentos de refrigerante resultam em capacidade de resfriamento insuficiente, fazendo com que o sistema funcione por mais tempo para atingir a temperatura definida, além de reduzir significativamente a vida útil do equipamento.

    • Mau Funcionamento do Termostato: Leituras de temperatura imprecisas de um termostato defeituoso podem levar ao funcionamento inadequado do sistema.

    Estratégias para Melhorar a Eficiência do Ar Condicionado

    Descubra métodos práticos para otimizar a eficiência energética dos seus sistemas de ar condicionado. Essas estratégias levam a economias significativas de custos e reduzem o impacto ambiental.

    Otimização da Temperatura: Configurações Recomendadas do Termostato para Inverno e Verão

    Configurar corretamente o seu termostato é essencial para manter o conforto e gerenciar os custos de energia. Aqui estão as configurações recomendadas para diferentes estações:

    • Verão:

    • Defina o termostato em torno de 24°C (75°F) para manter a frescura sem altos custos de energia.

    • Garanta um isolamento adequado da casa para reduzir os ganhos de calor.

    • Gerencie a luz solar com persianas e cortinas para evitar o ganho excessivo de calor.

    • Paredes escuras podem ser elegantes, mas você sabia que elas absorvem mais calor? Escolher cores claras para paredes expostas ao sol garante um menor consumo de energia pelo seu ar condicionado.

    • Salas com grandes janelas são incríveis, mas podem se tornar verdadeiras estufas sob luz solar direta. Se você ainda está na fase de projeto, use as áreas de vidro com sabedoria e invista em soluções como vidro de baixa emissividade, cortinas e filmes de controle solar para manter o espaço fresco sem sobrecarregar o sistema de ar condicionado.

    • Inverno:

    • Defina o termostato em torno de 20°C (68°F) para um equilíbrio entre conforto e eficiência energética. Se você estiver ausente, abaixe o termostato em 4-6°C (7-10°F) para economizar energia sem comprometer o conforto.

    • Garanta um isolamento adequado da casa para reduzir as perdas de calor.

    • Utilize a luz solar natural para aquecer os cômodos, mantendo as cortinas abertas durante os dias ensolarados.

    • Mantenha seu sistema de ar condicionado em boas condições para operação eficiente.

    Manutenção do Desempenho do Sistema

    Manter os condicionadores de ar em condições ótimas envolve limpar regularmente os filtros e agendar manutenções periódicas com técnicos qualificados. Essas práticas aumentam a eficiência do equipamento e reduz o consumo de eletricidade. Verificações regulares também ajudam a identificar e resolver potenciais problemas cedo, prevenindo ineficiências significativas e elevando a vida útil do equipamento.

    Autor: Eng. Daniel CabralGraduado em Engenharia Mecânica e Mestre em Engenharia e Ciência de Materiais pela UFCE. Pós-graduado em Engenharia de Climatização e com MBA em Gerenciamento de Projetos. Concluiu o curso Avançado de Extensão em Engenharia do Ar Condicionado do SINDRATAR-RJ.

  • Mini VRF. O Futuro do Ar Condicionado Agora ao Alcance de Todos

    Mini VRF LG Instalado Em Apartamento

    Mini VRF. O Futuro do Ar Condicionado Agora ao Alcance de Todos

    A Tecnologia e a Eficiência Energética dos Grandes Equipamentos Agora Acessíveis para Residências e Pequenas e Médias Empresas

    1. Introdução

    Se você está em busca de uma solução de ar-condicionado eficiente, versátil e que proporcione o máximo de conforto, está no lugar certo. Hoje, vamos apresentar os sistemas Mini VRF, uma tecnologia inovadora que está revolucionando a climatização de residências, escritórios e diversos tipos de ambientes. Com preços cada vez mais competitivos, os Mini VRFs não só oferecem uma solução técnica superior aos tradicionais splits, mas muitas vezes também são mais econômicos, tornando-se uma escolha inteligente para quem busca qualidade e economia.

    Os sistemas Mini VRF combinam a flexibilidade dos sistemas multi-split com a eficiência energética dos sistemas VRF (Fluxo de Refrigerante Variável), permitindo um controle preciso da temperatura em diferentes ambientes. Seja para refrescar um quarto, aquecer uma sala ou climatizar um escritório inteiro, os Mini VRFs são capazes de atender a todas as suas necessidades de forma personalizada e eficiente.

    2. O que é um Sistema Mini VRF?

    O termo VRF significa “Fluxo de Refrigerante Variável”, uma tecnologia que permite ajustar a quantidade de refrigerante enviada para as unidades internas (evaporadoras) conforme a demanda de cada ambiente. O sistema Mini VRF é uma versão compacta e eficiente deste conceito, ideal para aplicações em residências e pequenos a médios espaços comerciais. Esses equipamentos possuem uma tecnologia avançada de climatização que oferece uma série de vantagens sobre os sistemas tradicionais de ar-condicionado.

    Componentes Principais

    Um sistema Mini VRF é composto por dois ou mais componentes principais:

    Uma unidade externa (condensadora): Esta unidade é responsável por abrigar o compressor e outros componentes essenciais do sistema. Ela poder ser conectada a uma ou várias unidades internas por meio de tubulações.

    Uma ou mais unidades internas (evaporadoras): As unidades internas são instaladas nos ambientes que você deseja climatizar. Cada unidade interna pode ser controlada individualmente, permitindo ajustes personalizados de temperatura para cada espaço.

    Vantagens

    O sistema Mini VRF é uma verdadeira revolução na área da climatização, oferecendo uma série de vantagens que vão muito além do simples resfriamento ou aquecimento do ambiente. A seguir, vamos explorar as principais vantagens desse sistema inovador.

    Economia de espaço externo: os condicionadores de ar VRF permitem que várias unidades internas (evaporadoras) se conectem a uma única unidade externa (condensadora). Esta configuração é perfeita para locais com espaço externo restrito, como por exemplo pequenos apartamentos, proporcionando uma solução eficiente sem comprometer a estética e requerendo mínimo espaço.Controle Individual

    Eficiência Energética: o sistema Mini VRF é extremamente eficiente em termos de energia. Os compressores inverter ajustam automaticamente a capacidade de refrigeração ou aquecimento, o que evita desperdícios de energia e reduz os custos operacionais. Isso faz com que o Mini VRF consuma até 70% menos energia em comparação com os sistemas tradicionais de ar-condicionado.

    Controle Individual de Temperatura para Cada Ambiente: Uma das maiores vantagens do Mini VRF é a possibilidade de controlar individualmente a temperatura de cada ambiente. Isso significa que você pode ter um quarto mais fresco enquanto a sala está mais quente, conforme as preferências dos ocupantes. Esse controle individualizado não só proporciona um conforto personalizado, mas também ajuda a economizar energia, pois você só utiliza a quantidade necessária de refrigerante para cada ambiente.

    Versatilidade e Adaptação: Os sistemas Mini VRF são incrivelmente versáteis. Eles podem ser instalados em uma variedade de ambientes, desde residências, escritórios e até espaços comerciais. Além disso, os Mini VRF também possibilitam a instalação mesmo em locais que exigem longas distâncias de tubulação. Esta versatilidade torna o ar condicionado Mini VRF uma excelente escolha tanto para residências e pequenos apartamentos quanto em edifícios comerciais.

    Sistema de Detecção de Falhas: Os condicionadores de ar Mini VRF contam com recursos avançados de monitoramento e diagnóstico, facilitando a detecção de possíveis falhas ou problemas de funcionamento. Isso permite identificar rapidamente qualquer anomalia e acionar a assistência técnica, garantindo um funcionamento mais confiável e minimizando os períodos de interrupção do sistema. Essa facilidade na detecção de falhas contribui para uma maior durabilidade e eficiência do equipamento.

    Automação integrada e confiabilidade: a alta tecnologia e a automação integrada do ar condicionado VRF garante compatibilidade total entre seus componentes, simplificando o projeto, facilitando a instalação e a operação e proporcionando manutenção mais simples e menos custosa. Essas características asseguram alta confiabilidade, maior vida útil e eficiência prolongada do sistema.

    Possibilidade de acesso remoto: Com a tecnologia atual, o Mini VRF oferece a comodidade do acesso remoto. Você pode controlar o sistema por meio de dispositivos móveis, como smartphones ou tablets, mesmo quando estiver longe do local. Com um simples toque na tela, é possível ajustar a temperatura, programar horários de funcionamento e monitorar o desempenho do sistema. Essa funcionalidade proporciona um controle total e conveniente, aumentando ainda mais o conforto e a eficiência.

    Operação silenciosa: O sistema Mini VRF é conhecido por sua operação silenciosa, graças às tecnologias avançadas, isolamento acústico e controle de ruído. Isso garante um ambiente tranquilo e sem incômodos sonoros, seja em residências ou ambientes de trabalho, contribuindo para o bem-estar e a produtividade dos ocupantes.

    Essas são apenas algumas das muitas vantagens que o sistema Mini VRF oferece. Ao escolher essa tecnologia de climatização, você investe em conforto, eficiência energética, versatilidade e praticidade. Continue acompanhando para descobrir onde e como utilizar o sistema Mini VRF e transformar o seu ambiente!

    4. Aplicações do Sistema Mini VRF

    O sistema Mini VRF é extremamente versátil e pode ser utilizado em uma ampla variedade de ambientes, desde residências até espaços comerciais de diferentes tamanhos. Sua capacidade de oferecer controle individualizado de temperatura e sua eficiência energética tornam-no uma excelente opção para qualquer aplicação. Vamos explorar como o Mini VRF pode ser aplicado em diferentes contextos.

    Residenciais

    O Mini VRF é uma solução compacta e eficiente, eliminando a necessidade de múltiplas unidades externas, ideal para residências de todos os tamanhos, desde pequenos apartamentos até casas grandes. Sua capacidade de controlar individualmente a temperatura de cada cômodo permite um conforto personalizado, adaptando-se às necessidades de cada morador.

    Comerciais

    O sistema Mini VRF é perfeito para aplicações comerciais, como escritórios, lojas, shoppings e centros comerciais. Sua flexibilidade e eficiência tornam-no uma escolha ideal para ambientes onde o controle preciso de temperatura e a eficiência energética são essenciais.

    Lojas e outros empreendimentos

    Além de residências e escritórios, o Mini VRF é adequado para áreas comerciais de médio porte que necessitam de uma solução de climatização eficiente e flexível.

    5. Considerações para a Instalação do Mini VRF

    A instalação do sistema Mini VRF requer um planejamento cuidadoso e conhecimentos técnicos específicos para garantir seu funcionamento eficiente e seguro. A seguir, destacamos os principais passos e considerações importantes para a instalação deste sistema avançado de climatização.

    Projeto e Dimensionamento

    Antes de iniciar a instalação, é fundamental realizar um projeto de climatização detalhado e dimensionar corretamente as capacidades do sistema para atender às necessidades de climatização do ambiente.

    • Avaliação da Área: Avalie a área total a ser climatizada, considerando o layout, a disposição dos cômodos e as necessidades específicas de cada espaço.

    • Capacidade de Refrigeração/Aquecimento: Determine a capacidade de refrigeração e aquecimento necessária para cada ambiente, levando em conta fatores como tamanho do cômodo, exposição ao sol e número de ocupantes.

    • Seleção das Unidades Internas e Externas: Escolha as unidades internas adequadas (evaporadoras) e a unidade externa (condensadora) compatível, garantindo que a capacidade total do sistema atenda às demandas do local.

    Escolha dos Locais de Instalação

    Selecionar os locais corretos para a instalação das unidades internas e externas é crucial para o desempenho do sistema e para a estética do ambiente.

    • Unidades Internas: as unidades internas devem ser instaladas em local que permita uma distribuição eficiente do ar refrigerado/aquecido. Considere a acessibilidade para manutenção, a estética do ambiente e a necessidade de evitar obstáculos que possam obstruir o fluxo de ar.

    • Unidade Externa: a unidade externa deve ser instalada em um local ventilado e em uma base estável, de preferência em um local onde o ruído não interfira no conforto dos ocupantes. Certifique-se de que há espaço suficiente para a circulação de ar e para a manutenção.

    A instalação do sistema Mini VRF deve ser precedida pela elaboração de um projeto de ar-condicionado elaborado por um engenheiro mecânico especializado em ar-condicionado e deve ser executada por profissionais capacitados. Isso é essencial para garantir seu funcionamento eficiente e seguro. Com um planejamento adequado, atenção aos detalhes e manutenção regular, o sistema Mini VRF proporcionará um desempenho ideal, prolongando sua vida útil e garantindo conforto e economia de energia a longo prazo.

    6. Conclusão

    A escolha de um sistema de climatização eficiente e versátil pode transformar significativamente o conforto e a funcionalidade de qualquer ambiente, seja residencial ou comercial. Os sistemas Mini VRF destacam-se como uma solução tecnológica avançada, oferecendo controle de temperatura personalizado, eficiência energética, alta confiabilidade, operação silenciosa e design moderno e compacto.

    Seja para novas construções ou projetos de renovação, os condicionadores de ar Mini VRF representam uma excelente opção para climatização eficiente e adaptável.

    Pronto para modernizar seu projeto com a tecnologia Mini VRF? Entre em contato com a Airxpert Ar Condicionado e transforme seus espaços com o que há de melhor e mais moderno em climatização.

    Autor

    Eng. Daniel Cabral

    Graduado em Engenharia Mecânica e Mestre em Engenharia e Ciência de Materiais na UFCE, Pós-graduado em Engenharia de Climatização e com MBA em Gerenciamento de Projetos. Concluiu o curso Avançado de Extensão em Engenharia do Ar Condicionado do SINDRATAR-RJ

  • Quem pode ser responsável técnico pelo PMOC?

    Quem pode ser responsável técnico pelo PMOC?

    Segundo o CONFEA, a responsabilidade técnica do PMOC é dividida em duas áreas:

    a) manutenção mecânica do sistema ar-condicionado, que deve ser realizada sob responsabilidade dos profissionais citados no Art. 12, item I da resolução CONFEA nº 218/73

    b) a avaliação da qualidade do ar.

    No que diz respeito a manutenção mecânica do sistema ar-condicionado, a Resolução CONFEA nº 218/73 estabelece em seu Art. 12, item I que:

    “Compete ao engenheiro mecânico ou ao engenheiro mecânico e de automóveis ou ao engenheiro mecânico e de armamento ou ao engenheiro de automóveis ou ao engenheiro industrial modalidade mecânica: o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução, referentes a processos mecânicos, máquinas em geral; instalações industriais e mecânicas; equipamentos mecânicos e eletromecânicos; veículos automotores; sistemas de produção de transmissão e de utilização do calor; sistemas de refrigeração e de ar-condicionado, seus serviços afins e correlatos.”

    Os profissionais do Sistema CONFEA/CREA legalmente habilitados para executar, responsabilizar-se tecnicamente e/ou fiscalizar a qualidade do ar de ambientes climatizados no que se refere a realização dos serviços de limpeza e manutenção dos equipamentos envolvidos no processo de climatização são:

    b.1) Os Engenheiros Mecânicos ou os Engenheiros Industriais, modalidade Mecânica, com as atividades do art. 12 da Resolução n.º 218, de 1973;

    b.2) Os Tecnólogos da área da Engenharia Mecânica, habilitados para executar, responsabilizar-se tecnicamente e/ou fiscalizar a qualidade do ar dos ambientes climatizados, inclusive a vistoria, perícia, avaliação e emissão de laudos ou pareceres técnicos;

    b.3) Os Técnicos de nível médio da área da Engenharia Mecânica, podendo responsabilizar-se tecnicamente pela prestação de assistência técnica e assessoria no estudo, pesquisa e coleta de dados, execução de ensaios, aplicação de normas técnicas e regulagem de aparelhos e instrumentos concernentes aos serviços de fiscalização de qualidade do ar nos ambientes climatizados.

    Considerando que Técnicos de Nível Médio agora estão sob regulamentação do Conselho Federal dos Técnicos Industriais (CFT), este item perdeu seu efeito.

    Com a criação do Conselho Federal dos Técnicos (CFT), foi editada a Resolução 068/2019, que diz o seguinte:

    Art. 1º. O profissional Técnico Industrial habilitado para planejar, elaborar, executar, coordenar, controlar, inspecionar e avaliar a execução de manutenção de sistema de refrigeração e climatização, e todos os serviços do PMOC – Plano de Manutenção, Operação e Controle, relacionados é o Técnico em Refrigeração e Ar Condicionado, Técnico em Mecânica e o Técnico em Eletromecânica.

    No que diz respeito a avaliação da qualidade do ar, de acordo com as definições da Plenária nº 0293/2003, do CONFEA, os profissionais legalmente habilitados para executar, responsabilizar-se tecnicamente e/ou fiscalizar a qualidade do ar de ambientes climatizados no que se refere a realização da avaliação biológica, química e física das condições do ar interior dos ambientes climatizados são:

    a.1) Os Engenheiros Químicos ou Engenheiros Industriais, modalidade Química, com as atividades do art. 17 da Resolução n.º 218, de 29 de junho de 1973, do CONFEA;

    a.2) Os Engenheiros com especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho, com as atividades do art. 4º, item 4 da Resolução n.º 359, de 31 de julho de 1991;

    a.3) Os Tecnólogos da área da Engenharia Química, habilitados para executar, responsabilizar-se tecnicamente e/ou fiscalizar a qualidade do ar dos ambientes climatizados, inclusive a vistoria, perícia, avaliação e emissão de laudos ou pareceres técnicos;

    a.4) Os Técnicos de nível médio da área da Engenharia Química podendo responsabilizar-se tecnicamente pela prestação de assistência técnica e assessoria no estudo, pesquisa e coleta de dados, execução de ensaios, aplicação de normas técnicas e regulagem de aparelhos e instrumentos concernentes aos serviços de fiscalização de qualidade do ar nos ambientes climatizados.

    Considerando que Técnicos de Nível Médio agora estão sob regulamentação do Conselho Federal dos Técnicos Industriais (CFT), este item perdeu seu efeito.

    Por fim, segundo a Resolução Nº 09 de 16 de janeiro de 2003 da Anvisa, em relação aos procedimentos de amostragem, medições e análises laboratoriais, considera-se como responsável técnico, o profissional que tem competência legal para exercer as atividades descritas, sendo profissional de nível superior com habilitação na área de química (Engenheiro químico, Químico e Farmacêutico) e na área de biologia (Biólogo, Farmacêutico e Biomédico) em conformidade com a regulamentação profissional vigente no país e comprovação de Responsabilidade Técnica – RT, expedida pelo Órgão de Classe.

    Por Eng. Daniel Cabral

    Graduado em Engenharia Mecânica e Mestre em Engenharia e Ciência de Materiais pela UFC, Especialista em Engenharia de Climatização pela Unyleya e em Gerenciamento de Projetos pela FIC-Estácio. Concluiu o curso Avançado de Extensão em Engenharia do Ar Condicionado do SINDRATAR-RJ

  • A importância do Plano de Manutenção, Operações e Controle – PMOC

    A importância do Plano de Manutenção, Operações e Controle – PMOC

    O PMOC é um Plano de Manutenção, Operações e Controle (PMOC) que como o nome sugere, tem como objetivo estabelecer procedimentos e rotinas de manutenção, operação e controle em sistemas de ar condicionado.

    A manutenção regular de sistemas de ar condicionado não é apenas uma boa prática – é um requisito legal. Segundo a Lei 13.589/2018, todos os edifícios de uso público e coletivo que possuem ambientes de ar interior climatizado artificialmente devem dispor de um Plano de Manutenção, Operação e Controle.

    A implementação do PMOC é fundamental para o adequado funcionamento, eficiência energética e para a garantia da vida útil dos equipamentos de ar condicionado. Esta manutenção regular resulta em menores custos operacionais, e consequentemente em economia significativa a longo prazo.

    Mas a verdadeira importância do PMOC vai além da manutenção do equipamento e economia de custos. O Plano de Manutenção, Operação e Controle é, de fato, essencial para garantir a qualidade do ar que respiramos. Seja em escritórios, escolas, hospitais ou em qualquer outro ambiente de uso público e coletivo, a qualidade do ar interior é fundamental para a saúde e bem-estar dos ocupantes.

    Muito embora as especificações de temperatura, umidade do ar, velocidade do ar e renovação sejam definidas no projeto ar condicionado, estas só são atingidas e mantidas através da correta operação e manutenção do sistema.

    A Lei 13.589/2018, estabelece ainda que os sistemas de climatização e seus Planos de Manutenção, Operação e Controle – PMOC devem obedecer a parâmetros de qualidade do ar em ambientes climatizados artificialmente.

    Um plano de manutenção eficaz garante que os equipamentos de ar condicionado e os demais componentes do sistema estejam limpos e higienizados. Isso é essencial porque condicionadores de ar limpos e bem mantidos são menos propensos a abrigar e disseminar partículas nocivas e patógenos que podem comprometer a qualidade do ar.

    Os padrões referenciais de qualidade do ar interior em ambientes climatizados artificialmente estão definidos na Resolução RE-09/2003 da ANVISA, tais como definição de valores máximos recomendáveis para contaminação biológica, química e parâmetros físicos do ar interior, a identificação das fontes poluentes de natureza biológica, química e física.

    Além disso, um PMOC bem executado ajuda a detectar e corrigir quaisquer problemas nos sistemas de climatização antes que possam ter um impacto adverso na qualidade do ar. Através da manutenção regular e da solução proativa de problemas, podemos ajudar a prevenir a deterioração da qualidade do ar interno, mantendo os ambientes climatizados seguros e saudáveis para todos.

    Por Eng. Daniel Cabral

    Graduado em Engenharia Mecânica e Mestre em Engenharia e Ciência de Materiais pela UFC, Especialista em Engenharia de Climatização pela Unyleya e em Gerenciamento de Projetos pela FIC-Estácio. Concluiu o curso Avançado de Extensão em Engenharia do Ar Condicionado do SINDRATAR-RJ